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A id4software melhorou o seu software de gestão de armazéns e controlo de fluxos logísticos com a inclusão de uma nova ferramenta de sugestão de picking.

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Novos projectos do Governo dinamizam rastreabilidade

A identificação por radiofrequência é cada vez mais usada nas empresas portuguesas. A introdução de chips nas matrículas automóveis e o Cartão do Aluno são apenas dois dos exemplos de maior visibilidade

Depois da dinâmica introduzida no sector da rastreabilidade por soluções de controlo e qualidade alimentar, adoptadas nas empresas na sequência de imposições regulamentares, novos projectos previstos pelo Governo podem ajudar a trazer para o dia-a-dia dos portugueses soluções baseadas em RFID e ao mesmo tempo contribuir para um maior conhecimento destes produtos.

O plano do Governo para introduzir chips com tecnologia de radiofrequência nas matrículas automóveis, assim como o planeado Cartão do Aluno, a adoptar nas escolas, estão no topo da lista destes programas e a sua implementação está prevista já para o próximo anoPedro Gomes Nunes, director executivo da RISA, acredita que o impacto será sentido no sector «na medida em que poderá “mediatizar” a utilização de tecnologias que actualmente ainda não estão totalmente divulgadas no sector empresarial». O responsável da empresa que tem vindo a desenvolver projectos de rastreabilidade e segurança alimentar em mais de meia centena de empresas em Portugal e Espanha admite que este impacto se poderá ainda sentir «ao nível da redução de custos da tecnologia, pelo incremento do volume de procura», o que poderá ter efeitos colaterais na viabilização da aplicação desta tecnologia em outros sectores, entre os quais destaca o sector do vestuário.
 

Também Luís Coelho, gerente da All@work, aponta um primeiro impacto positivo destes projectos nos fabricantes de chips e descodificadores. «A provável redução de custos deste tipo de hardware poderá ser determinante para a disseminação da tecnologia RFID, que continua a ter como grande óbice o peso do custo do chip no valor das entidades a rastrear», aponta o gerente da empresa, que recentemente assumiu este negócio na sequência da aquisição da área de software local à IBS.

Apesar dos sinais optimistas, nem todos os players se mostram confiantes dos benefícios destes projectos dinamizados pelo Governo. Sérgio Baptista, partner da Favvus Management Solutions, não acredita nesta dinâmica. «São projectos que tendem a dinamizar quem os executa mas não o sector», realça, embora acredite que são interessantes do ponto de vista tecnológico e intelectualmente estimulantes. «Os projectos estruturantes e que animam todo um sector são normalmente os que preconizam a adopção de legislação específica de rastreabilidade ao longo de uma cadeia de abastecimento e cumprimento de normas que extravasam a própria organização», sublinha Sérgio Baptista.

Sem acreditar também em grandes vantagens destes projectos para o sector, Filipe Silva, director de projectos da Rigor-P/Id4software, admite porém que podem servir para vulgarizarem um pouco mais a tecnologia «e fazer com que o cidadão perca o medo em termos da sua adopção».

Preocupações comuns
Recorrendo ao RFID ou a códigos de barras, o uso de soluções de rastreabilidade começa a generalizar-se e as principais soluções empresariais já têm a rastreabilidade como base nos seus processos. «A rastreabilidade é cada vez mais uma preocupação no mercado nacional. A evolução das soluções nesta área é uma resposta natural à evolução do mercado, e o que sentimos no contacto com a nossa rede de parceiros é que este é um factor primordial de sucesso – ou insucesso – na apresentação de soluções», explica Ruben Cunha, product manager da Primavera BSS.

As indústrias alimentar e farmacêutica foram as que mais rapidamente absorveram as vantagens da tecnologia de rastreabilidade, por imposição legal, mas as vantagens estendem-se a «todos os sectores com particular relevo em toda a fileira transformadora», garante Ruben Cunha. «A disseminação da adopção de sistemas de rastreabilidade será a breve trecho uma necessidade na relação cliente/fornecedor, pois passa a ser uma exigência para a existência desta relação», justifica o gestor de produto da Primavera BSS.

Da mesma forma, Eduardo Gimenes, director de sistemas da CentralGest, reconhece que a empresa tem vindo «a verificar um acréscimo significativo na procura de soluções de rastreabilidade, não só nos sectores que têm essa obrigação legal, mas também em sectores que ambicionem um maior controlo de qualidade dos seus processos».

Alguns factores pesam porém de forma negativa para uma maior maturidade destas soluções no mercado, como a falta de conhecimento da indústria em relação aos benefícios das soluções de rastreabilidade, os receios da segurança e os custos elevados dos chips e dos leitores/descodificadores. «Pensamos que é uma área que ainda dá os primeiros passos em termos de conceitos e tecnologias adoptadas. O caminho a seguir está muito condicionado pelo evoluir da tecnologia e pelos preços a que essa mesma tecnologia chega às empresas. É consensual que os sistemas baseados em RFID são seguros, eficazes, mas os preços desta tecnologia impossibilitam a sua implementação em muitos projectos», admite Filipe Silva, director de projectos da Rigor-P.

Para além da área da saúde e alimentar, onde as imposições legais são cada vez mais rigorosas e exigentes, outros sectores encerram um enorme potencial de crescimento, como o caso da distribuição e logística. «Sem dúvida que o sector alimentar será sempre o “líder” neste domínio, mas, estendendo o conceito de rastreabilidade ao de geolocalização, o sector da distribuição obviamente que terá maior preponderância, nomeadamente pela inclusão de chips em produtos», realça Pedro Gomes Nunes, director executivo da RISA.

Já Filipe Silva, director de projectos da Rigor-P, admite também que projectos na área farmacêutica e um aumento da fiscalização na área alimentar irão permitir aumentar o número de projectos com sistemas de rastreabilidade.

As autorizações de circulação em áreas de acesso restrito ou com o controlo de produtos de elevado valor nas empresas de distribuição são igualmente identificados por Luís Coelho, gerente da all@work, com ênfase para a distribuição farmacêutica ou de frio. «À medida que os custos de fabrico baixarem, quanto mais não seja por uma questão de economia de escala, projectos que hoje em dia têm um retorno de investimento proibitivo passarão a ser encarados com outros olhos pelos nossos gestores», antecipa.

Sérgio Baptista, partner da FAVVUS Management Solutions, aponta também duas áreas onde poderia ser interessante a rastreabilidade sem um custo adicional significativo para a gestão. Uma delas é a rastreabilidade do dinheiro na indústria financeira e a outra, menos óbvia, é a rastreabilidade do terceiro sector, o social, que agrega milhares de instituições particulares de solidariedade social e onde as pessoas carenciadas passam de valência social em valência social sem serem devolvidas à sociedade e reinseridas. «Como não existe rastreabilidade, esta é uma preocupação para a qual não existem evidências nem qualquer controlo. Não sabemos quem cumpre o seu objectivo nem quem não cumpre. Quem é vítima do sistema, ou dele tira proveito», detalha Sérgio Baptista, realçando, porém, que a ideia não é colocar um chip ou um autocolante nas pessoas. «E a rastreabilidade é também isto. Não será sempre um chip e um autocolante, mas pode ser o percurso ao longo da vida», justifica.

Tecnologia e integração
Grande parte das vantagens das soluções de rastreabilidade advém da sua integração com os ERP empresariais, garantindo o acompanhamento e controlo de produtos e a qualidade da informação que circula na empresa. «No nosso entender, o contrário não faz qualquer sentido. Manter o sistema de rastreabilidade e segurança alimentar como um “sistema” autónomo implica custos acrescidos e perfeitamente desnecessários, para além de na esmagadora maioria dos casos serem soluções pouco fiáveis e muito pesadas administrativamente», alerta Pedro Gomes Nunes.

Na Primavera BSS a integração das soluções de rastreabilidade com os ERP empresariais é uma realidade há já bastante tempo. «Disponibilizamos uma solução de produção para o sector industrial desenvolvida a pensar na simplificação dos processos. Esta solução integra com o ERP Primavera, o que permite controlar todo o processo de produção desde a fábrica até ao cliente, garantido o total controlo de processos», adianta Ruben Cunha, product manager da Primavera BSS. «A integração entre a área produtiva da empresa e as áreas administrativa, logística e financeira, entre outras, garante a qualidade da informação que circula na empresa, evita a duplicação de tarefas e auxilia a participação dos diversos intervenientes dos processos organizacionais, viabilizando uma gestão global desde as ordens de compra a fornecedores às encomendas colocadas pelos clientes», complementa.

Também a Rigor-P desenvolve sistemas de aquisição de dados integrados com a sua família de soluções ERP/CRM. Filipe Silva pensa que esta é uma das suas vantagens competitivas e um factor de diferenciação perante a concorrência. «Desde muito cedo, o nosso software esteve integrado com sistemas de radiofrequência, terminais de recolha de dados, aquisição de dados utilizando painéis touchscreen, balanças, sensores, etc..  Para nós é o normal no nosso dia-a-dia, a integração de dados automática a partir de dispositivos no nosso ERP ID4Software», justifica.

A Favvus Management Solutions dedica à área de integração toda a sua atenção. «Os nossos clientes sonham com um sistema único, integrado, que vá a todas as funções da organização e que evite o cenário mais comum: muitas aplicações, muitas folhas de cálculo, muitas coisas estranhas, como interfaces e batches, e uma total incapacidade para obter informação para a gestão», aponta Sérgio Baptista. Embora reconheça que «as empresas nacionais continuam demasiado garridas no que diz respeito ao sistema de informações», o partner da Favvus garante que «essas cores a mais são um desafio e uma oportunidade».

Evolução a prazo
Com a crescente adopção de soluções de rastreabilidade baseadas em RFID, com as vantagens inerentes na maior facilidade de alguns processos, como o controlo automático de números de série e inventários, as principais inovações têm-se registado ao nível de equipamentos e em processos. «Enquanto a evolução de equipamentos é natural e tem partido dos fornecedores, a evolução de processos tem surgido de vários quadrantes. Ou seja, se existem tentativas de regulamentar processos por parte das entidades competentes, não é menos verdade que, derivado das exigências comerciais, os próprios produtores começam a melhorar os seus processos», salienta Ruben Cunha.

Por outro lado, Pedro Gomes Nunes afirma que «o grande salto por que todos ansiamos será no desenvolvimento de chips de dimensões mais reduzidas e principalmente a um preço que seja muito mais acessível», defendendo que, «quando este objectivo for alcançado, as aplicabilidades do conceito de rastreabilidade são exponencialmente aumentadas», já que a grande barreira actual se situa no preço, que inviabiliza economicamente projectos que do ponto de vista estratégico e tecnológico são inequivocamente viáveis.

Por isso mesmo, muitas das expectativas das empresas para o curto prazo centram-se numa possível redução de preço, fruto da baixa do dólar, da massificação da tecnologia e do desenvolvimento de novos descodificadores, o que permitirá que o sector das soluções de rastreabilidade continue a crescer, também pela dinâmica criada pelo alargamento a novos sectores de actividade.
 

 

 Projectos de A a Z
Não faltam em Portugal exemplos de soluções de rastreabilidade interessantes, implementadas em diversos sectores. A Id4software, por exemplo, desenvolveu sobre a sua plataforma ERP Id4 uma solução para a área das cooperativas de fruta, baseada em aquisição automática a partir de terminais de radiofrequência e ligação directa a sistemas de aquisição de dados, tais como balanças e calibradores. «Esta solução modular e flexível está implementada em unidades da área alimentar quer na vertente da produção, quer na vertente da distribuição. A integração desta solução com a solução de logística e a integração de dados via EDI permite a obtenção de um sistema onde a rastreabilidade é assegurada de forma eficiente e automática», explica Filipe Silva, director de projectos da Rigor-P.

Outro bom exemplo é o da RISA, que está a desenvolver um projecto em Espanha com a primeira empresa a conseguir exportar presuntos ibéricos para os EUA, «sucesso que apenas foi possível pelo cumprimento rigoroso das exigências de segurança alimentar que constituíram durante décadas uma barreira intransponível para a exportação dos mundialmente reconhecidos “jamones ibéricos” para os EUA», admite Pedro Gomes Nunes.

Na área dos moldes plásticos, o grupo Simoldes tem em curso um projecto em parceria com a Universidade de Aveiro. «É um caso de parceria entre as universidades e a indústria com um resultado de sucesso», refere ainda Luís Coelho, gerente da all@work.
 
 Vantagens da rastreabilidade

- Identificar os produtos ao longo das cadeias de produção e distribuição;
- Maior controlo sobre produtos, processos e matérias-primas;
- Facilidade de retirar do mercado lotes de produtos que revelem problemas;
- Capacidade de resposta aos pedidos de informação de consumidores, garantindo transparência e confiança.

 
 

De Fátima Caçador / Casa dos Bits
Semana nº 901 de 24 a 29 de Outubro de 2008
in Semana Informática

 

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